A dor física e a confusão, o excesso e a total falta de tempo ou de ar ou de sono. A falta. A tristeza ou a solidão. Ou a vontade de ficar só, completamente. Parado no tempo passando.
Tem dia que a gente sorri no Instagram, no social, e nem dá pra dizer que é de mentira. É muita vontade de melhorar.
Parei. Dormi olhando pro céu azul. Depois de um Dorflex um compromisso escoou pelo ralo do esquecimento...
Tá, ousei. Não quero definir, nem dizer o que é e o que não é. Mas penso umas coisas e vou dividir pra ver se pensando junto esse bolo cresce.
Tem uns meninos aí, todos trabalhados no discurso do amor livre, fazendo exatamente o que sempre fizeram: Machucando, machucando, machucando sim!
E tem uns românticos gritando do outro lado! Amor livre é o caralho! Nós queremos casar e ter a escritura do coração do outro no nosso nome!
Lá na fronteira, no caminho do meio mesmo, uma ou outra semente de amor e liberdade começam a brilhar nos olhos desses serumaninhos chamados normalmente de loucos, ou utópicos, ou sonhadores.
Pois bem, vamo lá.
Amor livre não é: Eu pego quem eu quiser e você se vire com os seus sentimentos.
Amor livre também não é pegar o namorado de alguém e achar que tá tudo bem.
Péra gente, vou tentar explicar...
Sabe de onde surgiu essa vontade maluca de viver outro tipo de história? Da desgraça que é essa "normose" estabelecida, de sofrimento, traição, ciúme, possessividade, Pra começar esquecemos o "eu sou sua e você é minha (ou meu)". Ninguém pertence a ninguém, nunca pertenceu. Essa ilusão implantada na nossa cabecinha já é antiga, mas não importa, se a ideia é mudar tudo no jeito de pensar e sentir o amor. (Apesar de eu morrer de ciúmes dos meus amigo, tô superando isso também)
Nem quero entrar muito na questão das minas que ficam com os minos comprometidos, e muito menos nos minos que dizem que não são comprometidos pra pegar as minas. Também não vou ficar apontando o dedo na cara de um ou outro. Vamos subir essa conversa que tá virando pera, uva, maçã, salada mista. Sem ter pra onde correr vou falar de mim, lógico.
Meu coração é monogâmico mas meu amor é livre. Falei outro dia sem querer, e fez sentido.
O amor a gente sente, num minuto de conversa, numa noite e nada mais, numa mensagem de voz, numa vida inteirinha, ou por três anos, ou meses. E quem disse que acabou pra sempre quando acaba? Não tem um sentimento ali, pela pessoa? E aparece outra, que também vai embora. E outra que nem bem chega. E tá certo! Tá tudo certo! Só o presente existe e aquela criatura é tudo na vida, de repente!
Aí tô eu de cá, super envolvida (hipotético, tá?), esse outro (a) envolvido também. E sabe quem aparece no fim de semana que a gente não tá junto? Isso mesmo, aquela oooooooutra figura incrível! Que é super especial na vida. Meu, puta desencontro no mundo e os dois foram se encontrar bem quando a gente tava namorando quase casando. Outro momento desses vai acontecer daqui quantas décadas?
Eu, de cá (do lado que seria a "traída", tá?) penso o que? Não penso nada. Não quero saber, mas se souber vou viver. Putz, rolou um lance lá e você perdeu Carol, você perdeu. Que porra de vida doida essa que a gente quase morre quando essas coisas acontecem? E é duro engolir esses trem, mas tem que. E é ainda mais duro ser infeliz, com ou sem o outro.
Não quero. Pra mim, não. Assim como não quero fingir que não gosto pra alguém gostar de mim, não quero. Simples. Quero que tudo seja simplesmente o que é e não o que parece.
Quando gosto sou monogâmica e já abri mão várias vezes, 3 na verdade. Perdi todas. Talvez eu devesse lutar com unhas e dentes pelo "meu homem". Mas quer saber, meu o caramba... o cara mal é dele mesmo, vai ser meu como? E vai ser de quem? Da princesa virgem encantada romântica que queria casar e que era perfeita. Que bom!
Eu também sou. Tão perfeita que não perco a chance de tomar um fora, e de quem sabe amar pra sempre um encontro, um minuto, ou até mesmo o próprio sentimento que sou capaz de sentir. Tem a parte do fetiche que não pra contar aqui... Mas eu conto pra qualquer um, é só perguntar.
Aí uma que apareceu não queria estabelecer nada (quer dizer, amar sem se responsabilizar por nada absolutamente), porque eu era muito livre. Aí eu continuei sozinha. Aí encontrei mais gente sozinha no caminho. E encontros aconteceram. E foi preciso quase um pedido de desculpas pra tudo ficar tranquilo e a amizade continuar. E aí eu pergunto, quando começa? Quando termina? Quando eu me sinto traída? Enganada? (Perguntas pra se fazer.... responda quem, e se puder)
Mas alguém aí explica... sério, de verdade mesmo.
Por que? Por que que o amor tem que ser desafio, medo de perder, risco, dependência emocional... LOUCURA! Me pergunto todo dia como eu consigo ser ainda tão romântica e sonhar com alguém pra caminhar junto, sem desespero. Aí tem hora que quero tudo e tem hora que eu não quero nada. E poucas coisas me irritam mais do que aquele comentário "tá precisando arrumar um namorado". Não, não tô precisando. Tô precisando amar livremente quem eu quiser, quando e do jeito que eu quiser. E eu amo muito! Até quem não me ama... (só pra praticar, rs)
Mas sabe o que é mais difícil na hora H? É ser livre para amar! Em qualquer situação, aquela pessoa que está ali naquele momento. Sob quaisquer condições, ou nenhuma!
Será que eu posso dizer que o amor é um sentimento que a gente sente ou não sente? E que ele é nosso? E que as histórias são encontros que ninguém sabe dizer quanto vão durar.. ?
Eu, euzinha acho que amar é antes de tudo ver o outro, e se importar se o "modelo" de relacionamento tá ou não tá servindo. Ou então, na melhor das hipóteses, ver que tudo combina! Mas não ter em si a obrigação da vida toda. Se der uma vontade louca de dividir a vida, mara!
Rola um encontro de desejos? É possível todo mundo ser feliz nessa história? E principalmente... é amor?
Então, pode reclamar, pode chorar, pode xingar, mas TODO AMOR É LIVRE!
Bizet, na ópera Carmen dizia nas palavras da própria protagonista: "O amor é um pássaro rebelde que ninguém pode domar".
Tá, e as energias e tal? É... ainda quero ler e sentir (e fazer) mais amor pra poder falar sobre as questões energéticas. Mas eu ando achando que as piores energias vêm da culpa, do abandono, do desprezo... E pra isso nem precisa entrar uma terceira (ou quarta, ou décima) pessoa na história. Posso dizer por enquanto, que se o encontro é propício, se o amor vem... deixa ele vir! Se quiser. Se não quiser não deixa. Cada um sabe do que dá conta. E ninguém tem culpa de nada.
Eu só não quero me sentir estranha por amar a fulana e ainda amar um pouquinho a ciclana toda vez que ela sorri olhando nos meus olhos. E nada vai acontecer, ou tudo. De qualquer jeito. Ou de nenhum.
*procurei uma música do Paulo Gaiger pra linkar aqui e encontrei outra coisa: Igreja Contemporânea
(uma igreja para gays!)
A música que eu procurei diria : "Please, me respeite que eu sou casada"
" SOU O QUE PAREÇO E AINDA ASSIM NÃO ME CONHEÇO" DISSE A FACE A SEU AVESSO " NINGUÉM SE CONHECE: DE SONHOS SECRETOS A VIDA SE TECE" SUSSURRA O AVESSO EM SSSSSSS (cairo de assis trindade)
Já faz tempo que quero tocar nesse assunto, mas sempre que chega a hora eu desisto. São muitas coisas! Tem um oceano inteiro aqui na minha frente sobre isso e eu tenho medo de me perder e não conseguir voltar pra terra firme. Mas vamos lá... hoje a maré tá boa. O mar está tranquilo e aqui tá bem rasinho pra gente ir perdendo o medo.
Muito bom esse tal desse "medo" vir bem no começo, vamos começar sentindo medo então deixando isso tudo chegar de dentro da gente. É tanto medo que tem até medo de sentir medo!
Mas eu ia falar da voz, da minha ou da sua, tanto faz. O fato é que ela sente, o medo, a paixão, o nervoso, o frio... Quando engolimos uma situação meio por obrigação fica aquele trem entalado na garganta. Tá, e a voz nisso tudo? A voz tá ali, dentro de tudo o que a gente sente. Cheia de memórias e infinitos "não consigo". Emoções, sentimentos, lembranças.
Eu e a minha voz temos uma relação bem próxima, eu preciso dela e ela de mim. Conversamos todos os dias. Até demais. Tem dia que ela não tá bem e eu deixo ela processar esses excessos da nossa vida, minha e dela. É um sacrifício pra mim ficar calada, mas às vezes eu fico por pura reflexão mesmo. Tem outros dias que ela não tá bem mas quer um carinho, um cuidado. Alongamentos bem leves, vibrações de língua bem gostosas, um chá de gengibre e maçã, gargarejo com romã, boa! Tudo certo.
Não. A minha voz não vem só da minha garganta e daqueles musculinhos lindos das minhas pregas vocais ou da minha língua ou até do maxilar. Ela se apaixona. Ela fica superficial em alguns momentos pra não sofrer e chora baixinho, escondido. Não dá, minha persona também não consegue se esconder atrás da minha voz. É inútil se esconder. E mais inútil ainda pensar que é uma técnica vocal que me ensina a cantar. Não ensina.
An????? Meus alunos vão me chamar de louca agora! Não é... não é essa musculatura, não é essa escala. Amor, é seu coração que precisa encharcar a música de humanidade! Pode errar o tempo, a nota, a respiração. Mas não me prive dos seus sentimentos! Ah, tá! E como faz isso?
Festival Candango Cantador 2013 - foto: Daniela Braga
Bom, tem um milhão de caminhos, depende pra onde você quer ir. E como diria o gato da Alice no País das Maravilhas, "se você não sabe pra onde quer ir qualquer caminho serve".
Primeiro acho que é importante se conhecer, se escutar com amor e paciência. Eu tenho uma paciência comigo que eu nem acredito! Enquanto a gente se massacrar todo trabalho atrasa. É remar contra a maré sendo a maré. Tem cabimento? Nenhum. Então vem. Traz isso tudo pra boca, solta no mundo essa loucura toda disfarçada de educação. Tudo vibra, tudo flui reverbera e volta, é só entrar no fluxo.
Outro dia, conheci um músico bem tagarela e agoniado feito eu que ficou doido me vendo falar pelos cotovelos. A gente tava falando de música, claro, e na mesma hora me disse: "A gente precisa se ouvir, música é muito mais ouvir!" Acho que o recado foi pra nós dois. Ando procurando uns silêncios depois disso. Mais do que isso, quero ficar confortável em silêncio sem estar necessariamente ultra-reflexiva "dentro do aquário" (como me diz minha irmã quando fico processando qualquer coisa). Quero ouvir o silêncio do outro e trazer pro universo os meus melhores sentimentos.
E vou continuar falando sobre isso em breve...
Preciso não esquecer do que aconteceu ontem à noite, quando movidos pelo desejo de ver uma chuva de meteoros, passamos de raspão entre essa e outras vidas, o Luís, a Fê e eu.
Queria registrar primeiro os cogumelos cintilantes na beira do rio. O barulho da cachoeira, que segundo o Luís são vários barulhos juntos. Os cantos pra Oxum, Iansã, Ogum... As vozes lindas dos meus amigos. Aquele som, daquela noite clara e escura. A espera do céu se abrir e a gente enxergar com esses nossos olhos brilhantes de artistas cheios de esperança num mundo melhor possível. Na nossa história individual e em coletivos de luta e criatividade, e estudo, muito estudo. Trabalho no amor, nos sentidos e no que há de melhor em ser gente. Todos os sentidos, ali sentindo.
Tudo isso junto misturado naquele carrinho animado subindo pelas curvas sinuosas da Nova Rússia. Eles cantando as músicas mais loucas que eu já ouvi na vida. E um caminhão descendo perto de meia noite num domingo. Não caberiam dois carros. Não teria pra onde me jogar se não no precipício naquele vale de elfos e fadas. Ele freou mas veio na minha direção, raspou na minha porta devagar. Ainda bem. Poderia ter nos empurrado. Poderia ter me acertado em cheio. Poderia mas não pôde.
Tive coragem de contar pra minha mãe. rs. É, depois de tanto andarilhar por aí hoje eu moro com a minha mãe e tudo vai ficando cada dia melhor aqui no nosso clã (como diz minha irmã).
Ela me disse que sabia que alguma coisa ia acontecer e que não conseguiu dormir sem orar incansavelmente já que ela sabe que ninguém consegue me segurar quando boto uma coisa na cabeça. E eu sempre vou mesmo que ela tenha medo. Ela sempre tem medo. E eu sempre vou. Já conseguimos viver com isso.
Eu não morri, tá? E nem voltamos no meio do caminho. A noite foi linda... como era pra ser.
Gratidão à Grande Mãe, Pachamama, Mamamtúa, que me acolhe, me nutre e me deixa fluir no mato ou na cidade. E me faz renascer no dia 1º de agosto.
_______________________________________________________________________
Imagem retirada do site: http://www.espiritualidadefeminina.com.br/pachamama/
Me perguntei há alguns meses porque cargas d'água um Eremita insistia em aparecer nos jogos que eu tirava. Já decidi não me esconder faz tempo, lutar até o fim por tudo aquilo que eu acredito, com amor e coragem. E ele estava lá, indo e vindo em todos os jogos. Não moço, agora não vai dar, eu vivo da minha imagem e nem é porque eu gosto, só eu sei que no fundo aprendi a aceitar isso. Networking, conhecer pessoas, estar aberta de corpo, alma e coração. Mas não, meu caminho era outro naquele momento, e talvez ainda esteja apenas passando por ele com a impressão de já estar no final. Talvez seja só uma impressão. O caso é que tenho andado sozinha ainda que acompanhada de pessoas incríveis por todos os lados. Descobrindo tudo sobre mim e gostando muito de estar em minha companhia. Tenho me cuidado mais do que aos outros, e isso, acredite, é um desafio pra que foi criada para servir ao próximo, e amar o outro como a si mesmo. Talvez eu nunca tenha me amado tanto pra entender como devia amar. E foram alguns vários meses de reflexão, meditação, sofrimentos, solidão, silêncio (ninguém acredita nessa parte já que sou tãaaao barulhenta). Andei só pela noite, pelas cidades, São Paulo, Brasília, Nova York, Blumenau, Caraíva, Itaúnas e até na Vila de São Jorge que me causava arrepios de medo, só alguns saberão porque. Encontrando as gentes, conhecendo desconhecidos. Levando e trazendo pessoas pra lá e pra cá. Desconhecidos que nunca seriam estranhos. Chegando cada vez mais perto de mim. Aceitando sem revolta que o melhor era seguir esse caminho, que vai se abrindo a cada passo, pessoa, gente, ou a cada km de estrada. Aventuras? Pode ser. Muitas! A maior aventura ninguém viu. Era eu aqui e agora, na cidade onde cresci e que evitei por tanto tempo. Vendo tudo mudar e continuar exatamente do mesmo jeitinho. O café fraco, a conversa polêmica, o olhar desconfortável. Até que não. Tudo foi se assentando no presente. Ainda sirvo um café bem forte, bem minha cara. Entendi que era isso mesmo, que eu era forte intensa e passional. Que faria tudo por acreditar em qualquer coisa e principalmente nos meus sentimentos e intuições. Essa sim me guia, a intuição, minha conexão com o universo. Ela sempre acerta. Até aquelas coisas que eu não poderia prever viriam como se fossem as únicas possibilidades possíveis. E eram. Tudo certo, em seu lugar. A casa. A rua. A filha. As memórias e os sonhos. A família sobretudo. Aceitei a família como ela é, e ela me aceitou. Ainda preferimos não tocar em certas questões muito delicadas, mas deixe que a hora chega. E lá, naquela hora saberemos o que fazer. Não estou velha demais das idéias, não. Nem me tornei uma sábia, longe disso. Mas já posso desfrutar do presente com alegria e tranquilidade. Aprendi a andar sozinha. Aprendi a amar cada companhia na hora que ela estivesse ali. De verdade? Me sinto conectada não só com as palavras e com as tecnologias. Sou capaz de pressentir os bons ventos vindo na minha direção. Já não preciso mais de alguém, mas quem vier, se estiver ligado ao melhor de si, será bem vindo. Se for passageiro, se for livre, também. Eu já sei reconhecer. Uma coisa é certa: sigo adiante nessa estrada que inexoravelmente chega lá. Mesmo que lá seja aqui. Em mim. No meu silêncio ou no meu canto. Eu sou.
*Agradecida Laura Moreira pelo Tarô, mamãe Regina, pelo I-Ching. À vida pelas pessoas que já são minhas desde que nasci e pelas que fui encontrando pelo caminho. Gratidão de uma louca, desbocada e insuportavelmente cheia de opinião. E o peito abundante de amor e liberdade.
Venho por meio deste post, mais de quatro anos passados do último post, mais ou menos o mesmo tempo sem atualizar o layout, mais de 13 anos desde a criação do primeiro "Carolícias", mais de um milhão de textos que pensei e não escrevi, para dizer que eu desisto!
Desisto de ouvir todos os melhores conselhos da TV de: "siga o seu coração".
De insistir em ser insuportavelmente positiva e querer ver o lado bom em tudo, principalmente nas pessoas.
Desisto da beleza interior.
Desisto de provocar reflexões e as vezes alguns incômodos.
Desisto de ser aquela que acha que tudo tem uma solução.
Desisto de mudar o mundo.
Desisto de mudar.
Desisto de procurar ser alguém melhor.
Desisto de querer ser feliz antes de mais nada.
Dessto também de ler textos enormes e bem escritos, ou não.
Desisto de viver cada dia de uma vez. Desisto.
Buceta. Desisto de não fingir que eu não falo palavrão.
Desisto de não fingir.
Desisto de ser gentil, honesta, corajosa, espontânea e franca, e fraca.
Desisto de tentar contagiar os outros com sentimentos de esperança na humanidade.
Desisto de cantar o que eu sinto.
Desisto de sentir.
Desisto de cantar.
Desisto da música.
Desisto do amor.
Chega!
Desisto
de desistir.
Desistir é corajoso demais pra mim agora. Vamos...